Óleo de transmissão automática e de motor são a mesma coisa?

Quando falamos de mecânica preventiva, um dos itens principais que vem à cabeça é a troca de óleo, não é verdade? Mas o que muitos não sabem, é que a troca de óleo não consiste em somente um tipo e possuem prazos de troca diferentes. Por isso, é de extrema importância que além do óleo de motor, você também conheça o óleo de transmissão automática, ou comumente falado o óleo de câmbio automático, e os riscos de não manter a troca em dia. Veja a seguir quais são as diferenças entre eles. Óleo de transmissão automática X Óleo de motor Responsável por reduzir o atrito e evitar o superaquecimento de todo o sistema de marchas, o óleo de transmissão tem papel fundamental quando falamos de proteção do câmbio especificamente. Já o óleo de motor tem como objetivo também de reduzir o atrito e proteger as peças, mas do motor. Por esta razão, a troca do óleo de transmissão possui um espaçamento maior de 5 anos ou a cada 60 a 80 mil km rodados, já o óleo de motor deve ser feito a troca a cada 6 meses. Caso contrário, você pode correr o risco de danificar gravemente a transmissão e outros sistemas de engrenagem do veículo. O tipo de óleo de motor e de transmissão também é diferente. O óleo de motor possui os tipos: Mineral, Semissintético e Sintético. Agora, o óleo de transmissão depende do modelo do sistema de câmbio. Descubra os principais abaixo. Quais os tipos de óleo de transmissão automática? Atualmente é possível encontrar 6 tipos de óleo de transmissão: DEXRON VI, ATF, Multi ATF, CVT, CVTF e DCTF. Vamos lá conhecer algum deles? A DEXRON VI por ser um fluido sintético e ser resistente a altas e baixas temperaturas, é mais utilizada hoje em dia e atende a maioria dos veículos populares. Além disso, possui um diferencial em sua composição que possui modificadores de atrito, que faz com que evite desgastes precoces no sistema. Os veículos indicados para usar o DEXRON IV são: Spin, Cruze, Cobalt, Sonic e entre outros. Já o modelo ATF, possui excelência em performance tanto em altas temperaturas como em altas cargas. Esse tipo é indicado para transmissões modernas como das grandes montadoras asiáticas e americanas. Os veículos indicados para usar o ATF são: GM, Honda, Ford, Toyota, Mitsubishi, Isuzu, Mazda, Daihatsu, Hyundai e Kia. Também é possível encontrar no mercado o Multi ATF, fluido que é 100% sintético e de alta tecnologia, indicado para caixas de marchas automáticas com bloqueio de conversor de par. Os benefícios que ele traz são vários, mas é conhecido por reduzir consumo de combustível e de ser capaz de evitar a vibração da embreagem (Lock-Up). Os veículos indicados para usar o Multi ATF são: Honda, Toyota, Mitsubishi, entre outros. Outro tipo conhecido de óleo de transmissão é o CVT, ele é recomendado para modelos que possuem o câmbio de modelo CVT, que exige esse tipo específico de fluido para funcionar. Os veículos indicados para usar o CVT são: Lancer, ASX, Outlander, Eclipse Cross e entre outros. Agora, o modelo CVTF é um fluido desenvolvido com óleos sintéticos e aditivos de alta tecnologia, que garante alto desempenho da transmissão e do diferencial. Os veículos indicados para usar o CVTF são: A4 CVT, Sentra, Corolla CVT, Fit CVT e Compass CVT. Os câmbios compatíveis são: JF011E, 01J, JF011E, JF015E, K310 e SWRA. E por último mas não menos importante, o fluido DCTF. Esse tipo de óleo de transmissão foi desenvolvido para casos que o veículo possua as caixas de câmbio automáticas e transmissões automatizadas de dupla embreagem do tipo DCT (Dual Cluth Transmission). Os veículos indicados para usar o DCTF são: A3, Passat CC, Jetta TSI, BMW, Citroën, Volvo e entre outros. Benefícios de trocar o óleo Em ambos os casos, seja na troca de óleo de motor ou no óleo de transmissão, se você realizar a troca no período recomendado, você aumenta a vida útil do seu motor e câmbio, economiza, evita a manutenção corretiva e a dor de cabeça de ficar com o carro parado na oficina mecânica. Viu só, como tem diferença os tipos de óleo e o quão importante é respeitar o período de troca de cada um? Se você quer saber mais de assuntos como esse, veja o nosso post blog: Quando e por que realizar a troca de óleo regularmente?
5 Mitos sobre câmbio automático para não acreditar!

Para quem busca mais praticidade e conforto na hora de dirigir, o câmbio automático é, sem dúvidas, uma escolha interessante de se fazer. Isso porque não há a necessidade de acionar a embreagem nas trocas de marcha, poupando boa parte do cansaço que o motorista possa ter no trânsito. Mas apesar do câmbio automático ter sido bem aceito no mercado brasileiro, ainda é alvo de muitas discussões. Por isso, listamos 5 mitos principais a seguir, que muito se fala e que definitivamente você não deve acreditar! Câmbio Automático consome mais combustível Esse mito surgiu porque lá nos primeiros carros automáticos fabricados, por terem apenas três marchas, realmente tinham o consumo mais elevado do que nos modelos manuais. Porém, com a evolução da tecnologia da transmissão automática, todos os veículos fabricados atualmente com a versão de câmbio automático contam com mais marchas, sendo possível encontrar veículos de até 10 marchas. Isso possibilita não só mais agilidade nas trocas de marcha, como também melhora no desempenho do veículo com o mínimo de consumo de combustível e emissões. Automático não precisa usar o freio de mão Em hipótese nenhuma quando for parar o veículo, mesmo sendo automático, se esqueça de acionar o freio de mão ou estacionamento. Muitos espalham o mito que se o carro possui câmbio automático, é só colocar a marcha na posição P que já é o suficiente. Mas na realidade não, a posição P ela ativa sim uma trava mecânica que impede que as rodas de tração girem, porém ela não substitui o freio de mão. Caso não utilize o freio de mão, além de causar desgastes precoces no câmbio pode provocar graves acidentes. Gera mais manutenção Muitos ainda possuem o receio de adquirir um veículo com câmbio automático, pelo mito que gera mais manutenção. Entretanto, essa afirmação é falsa! Pelo motorista não precisar acionar sempre o pedal de embreagem para a troca de marcha do veículo, como no câmbio manual, não é gerado esse tipo de desgaste e, consequentemente, evita possíveis gastos que possam ter com a reparação dessa embreagem. No entanto, por ainda ser uma parcela baixa de profissionais no mercado que são preparados para consertar esse tipo de câmbio, quando há a necessidade de manutenção, ela tende a ter um valor mais alto do que a do câmbio manual. Câmbio automático gera mais desgastes de freios Sendo o câmbio automático ou não, o acionamento do sistema de câmbio junto com os freios é necessário sempre que realizado alguma parada para evitar que o carro se movimente. Por isso, por ser um movimento natural e indispensável para condução do veículo, não há desgaste precoce nem ele sendo câmbio manual e nem automático. Em paradas, deve colocar na posição N (neutro) Não há necessidade de colocar em posição N (neutro) no câmbio automático em todas as vezes que você fará uma pausa rápida, como em paradas no semáforo, por exemplo. Hoje em dia nos veículos com esse tipo de câmbio, quando entendem que o carro está muito tempo parado, aciona automaticamente a posição N. Ou ainda em casos de veículos mais novos que possuem a tecnologia start-stop, o desligamento do veículo é automático e quando o condutor não aciona mais o freio, a marcha é engatada no mesmo instante. Agora que você já sabe quais mitos sobre câmbio automático você não deve acreditar e está pensando em ter um veículo com esse tipo de câmbio, conheça um pouquinho mais nesse próximo post: Câmbio Manual X Automático: precisa do mesmo cuidado?